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Empresas que não testam em animais

Existe um momento em que a compra deixa de ser um gesto automático e passa a ser uma posição. Ele acontece quando alguém decide, antes de pegar o produto da prateleira, descobrir quem está por trás dele.

Esta página reúne as listas de empresas que não realizam nem encomendam testes em animais: a relação internacional da PETA, o recorte com as marcas disponíveis no Brasil e a curadoria própria do Guia Vegano, construída a partir das respostas oficiais que os serviços de atendimento ao consumidor nos enviaram ao longo de duas décadas. Todos os arquivos têm download livre, imediato e sem cadastro.

O que você encontra aqui

Duas fontes, dois recortes complementares

A relação da PETA é a referência internacional mais consultada e traz também um recorte específico com as marcas cujos produtos chegam ao mercado brasileiro.

A curadoria do Guia Vegano cobre o que a lista internacional não alcança: marcas nacionais, regionais e de pequeno porte, que raramente entram em bases estrangeiras.

Como uma marca entra na nossa lista

Não basta o rótulo dizer que o produto é livre de crueldade. Cada inclusão na curadoria própria parte de uma declaração formal da empresa, obtida por escrito e arquivada na seção Respostas das Marcas.

Quando uma marca muda de política ou passa a integrar um grupo que testa, a informação é revista. É um trabalho lento, e é exatamente por isso que ele vale.

Sem teste em animais não significa vegano

São dois critérios independentes. Livre de crueldade diz respeito ao método de testagem; vegano diz respeito à composição.

Um cosmético pode não ter sido testado em nenhum animal e ainda conter carmim, lanolina, cera de abelha ou colágeno. Por isso, a consulta às listas é o primeiro passo, não o último.

O que muda com a Lei 15.183/2025

Sancionada em 30 de julho de 2025, a lei proíbe o uso de animais vertebrados vivos em testes de cosméticos, perfumes e produtos de higiene pessoal em todo o território nacional. É uma conquista ética e social construída ao longo de mais de uma década pela sociedade civil, e coloca o Brasil ao lado de mais de quarenta países que já baniram a prática.

A vitória, porém, não encerra a necessidade de consultar. As autoridades sanitárias têm até dois anos para implementar a regulamentação, a fiscalização e as regras de rotulagem, e produtos testados em animais antes da vigência seguem autorizados para venda. Enquanto a transição corre, estas listas continuam sendo a ferramenta prática de quem quer escolher com informação.

Como aproveitar melhor as listas

  1. Comece pela curadoria nacional Se a marca que você procura é brasileira, o arquivo do Guia Vegano tende a ser mais completo que a base internacional.
  2. Confira a controladora Grandes grupos mantêm marcas com políticas distintas. Pesquise pelo nome do grupo empresarial, não apenas pelo produto.
  3. Cheque a composição Use a lista de substâncias e insumos para identificar ingredientes de origem animal que possam estar na fórmula.
  4. Contribua com a lista Recebeu uma resposta do SAC de alguma marca? Envie para nós. É assim que esta curadoria cresce desde 2005.

Continue a consulta

As relações internacionais publicadas nesta página são compiladas pela People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), no âmbito do programa Beauty Without Bunnies. A curadoria brasileira é produzida pelo Guia Vegano a partir de declarações oficiais das empresas, arquivadas na seção Respostas das Marcas. Todos os arquivos são disponibilizados gratuitamente como serviço de informação ao consumidor.