
O tofu no topo, o cheddar no fundo: o índice que reordenou o mapa das proteínas
Um pesquisador da Universidade de Cambridge reuniu emissões, poluição da água, uso do solo, sódio, gordura saturada, colesterol e preço em uma única nota de 0 a 40. Quando a conta fechou, as dez proteínas vegetais avaliadas ocupavam dez das doze primeiras posições — e as seis primeiras eram todas vegetais.
Pergunte a dez pessoas qual é a melhor fonte de proteína e você ouvirá dez respostas — quase todas apoiadas em algum rótulo, alguma tabela nutricional, algum selo verde na frente da embalagem. O problema não é falta de informação. É que cada um desses instrumentos mede uma coisa só. O semáforo nutricional britânico enxerga gordura, açúcar e sal, mas é cego para o desmatamento. O selo de pegada de carbono enxerga o clima, mas não distingue um alimento carregado de sódio de outro que não tem nenhum. E um rótulo que mede uma coisa só, olhado isoladamente, pode dizer algo tecnicamente correto e ainda assim enganoso.
É desse incômodo que nasce o BPI Score, apresentado por Chris Macdonald, da Universidade de Cambridge, em artigo publicado em julho de 2026 na revista Frontiers in Sustainable Food Systems. A proposta é simples de enunciar e difícil de executar: em vez de vinte rótulos parciais, uma nota só, montada a partir de oito indicadores que atravessam saúde, meio ambiente e bolso.
Vale registrar desde já o que este trabalho é — e o que não é. Trata-se de um Perspective article, uma categoria editorial destinada a apresentar e defender um enquadramento conceitual. Não é ensaio clínico, não é revisão sistemática, não é meta-análise. O que Macdonald faz é combinar bases de dados já existentes e consolidadas segundo um método próprio, declarando abertamente que se trata de uma primeira versão. Ele também informa que fundou o Better Protein Institute (BPI), a organização que dá nome ao índice — uma transparência que o leitor deve levar em conta ao pesar as conclusões.
Uma nota só, montada em duas metades
Vinte alimentos ricos em proteína entraram na avaliação: dez de origem vegetal (tofu, feijões, lentilha, grão-de-bico, quinoa, chia, sementes de girassol, nozes, castanha-do-pará e amendoim) e dez de origem animal (ovos, peito de frango, salmão, atum, bacalhau, lombo suíno, cordeiro, carne bovina, muçarela e cheddar).
A unidade de comparação é a decisão metodológica mais importante do trabalho — e a mais honesta. Tudo é calculado por 100 gramas de proteína, não por 100 gramas de alimento. É a régua que os defensores da pecuária costumam pedir, porque neutraliza a vantagem óbvia de comparar um bife com uma alface. Aqui, todo mundo entrega a mesma quantidade de proteína, e a pergunta passa a ser: o que mais vem junto na embalagem?
A nota se divide em duas metades. O Planet Score vale até 16 pontos e reúne quatro indicadores extraídos da base de Clark e colaboradores, publicada em 2022 no PNAS a partir de 57 mil produtos alimentícios: emissões de gases de efeito estufa, poluição hídrica, uso do solo e uso de água azul — a água doce efetivamente consumida, e não a chuva que cai sobre a lavoura. O People Score vale até 24 pontos e mistura saúde (sódio, gordura saturada, colesterol e a questão da proteína completa) com acessibilidade (preço e disponibilidade no varejo). Total possível: 40 pontos.
Cada indicador é pontuado por quintis, numa escala de 0 a 4: os 20% melhores de cada lista levam 4 pontos, os 20% piores levam zero. É um sistema deliberadamente simples — e, como veremos adiante, é justamente aí que mora uma das fragilidades reconhecidas pelo próprio autor.
O que aconteceu quando a conta fechou
O resultado é mais desequilibrado do que qualquer pessoa acostumada ao debate nutricional esperaria. Não houve empate técnico, não houve zona cinzenta, não houve o habitual "depende". Houve uma separação quase limpa entre dois blocos.
A escada do BPI Score
Vinte alimentos, uma nota de 0 a 40. O quintil superior e o quintil inferior não se misturam: um é integralmente vegetal, o outro é integralmente animal.
Quintil superior — os quatro primeiros
Todos vegetais. O tofu lidera com folga e é o único alimento a alcançar a pontuação ambiental máxima.
- Tofu 36/40
- Semente de chia
- Feijões
- Quinoa
Da quinta à sexta posição
A sequência vegetal continua: as seis primeiras colocações do ranking geral são ocupadas exclusivamente por alimentos de origem vegetal. Nenhuma proteína animal aparece antes da sétima posição.
- Mais duas proteínas vegetais
O bloco intermediário — até a 12ª posição
Dez das doze primeiras colocações são vegetais. Como só há dez alimentos vegetais na amostra, isso significa que todos eles ficaram entre os doze primeiros. Apenas duas proteínas animais conseguiram furar esse bloqueio.
- Os 10 vegetais avaliados
- 2 proteínas animais
Quintil inferior — as quatro últimas
Todas animais. O cheddar fecha a lista com pouco mais de um terço da nota do tofu.
- Muçarela
- Cordeiro
- Carne bovina
- Cheddar 13/40
Nas duas metades separadamente, o padrão se repete. No Planet Score, o tofu marcou 16 de 16 — o teto absoluto, o único alimento a conquistar a nota máxima em todos os quatro indicadores ambientais. A carne bovina ficou com 1 ponto em 16. No People Score, o tofu fez 20 de 24; o cordeiro, 10.
A escala do abismo
Os números por trás dessa separação não são diferenças de margem. Em várias métricas, a distância é de duas ordens de grandeza — cerca de cem vezes.
Emissões de gases de efeito estufa
kg de CO₂ equivalente por 100 g de proteína
Diferença de aproximadamente 105 vezes. A barra do tofu não é um erro de renderização: é a proporção real.
Uso do solo
metros quadrados por 100 g de proteína
Cerca de 98 vezes mais terra para entregar a mesma proteína.
Poluição da água
gramas de PO₄ equivalente por 100 g de proteína
Eutrofização de rios e lagos: 15 vezes de diferença entre os dois extremos citados no artigo.
Consumo de água doce
litros de água azul por 100 g de proteína
O único indicador em que um alimento vegetal aparece como o pior da amostra — e o artigo não esconde isso. A oleaginosa é sedenta; o feijão e as sementes de girassol (6,68 L) estão entre os mais econômicos do planeta.
O caso da água merece atenção porque é o contraponto que dá credibilidade ao resto. Se todos os indicadores apontassem na mesma direção sem exceção, seria razoável desconfiar do método. Não é o caso: as oleaginosas puxam a média vegetal para baixo no consumo hídrico, e o artigo registra isso com todas as letras.
O que vem junto com a proteína
Na metade voltada à saúde, Macdonald tomou uma decisão que merece ser explicada, porque é o oposto do que se costuma fazer em rankings militantes. Ele optou por não penalizar alimentos pela ausência de micronutrientes. Reduzir a nota da carne bovina por ela ter pouca vitamina C seria enganoso, argumenta, já que ninguém come bife esperando vitamina C — frutas e vegetais cumprem esse papel na refeição. O foco recaiu, portanto, apenas sobre o que vem junto com a proteína e pode fazer mal: sódio, gordura saturada e colesterol, os fatores associados a obesidade e doença cardiovascular, a principal causa de morte no mundo. Os valores vieram da base Nutritionix.
No sódio, a divisão vegetal-animal reapareceu com brutalidade: os feijões registram 11,11 mg por 100 g de proteína; a muçarela, 2.549,55 mg — 229 vezes mais. Feijões, nozes, castanha-do-pará e lentilha formam o grupo de menor teor; ovos, atum, cheddar e muçarela, o de maior.
Na gordura saturada, o quadro é mais matizado, e outra vez a favor da credibilidade do índice: o melhor e o pior desempenho são ambos de origem animal. O bacalhau marca 0,47 g por 100 g de proteína; o cheddar, 84,74 g. Entre os vegetais, os feijões estão no quintil bom (1,11 g) e a castanha-do-pará, no ruim (78,32 g).
No colesterol, não há como suavizar: todos os alimentos vegetais registram zero. Zero absoluto, sem exceção. Para não transformar o indicador em um interruptor binário injusto, o autor criou uma escala interna entre os produtos animais, reconhecendo que o atum (152,94 mg) está muito distante dos ovos (2.960,32 mg).
A desvantagem que o tofu venceu mesmo assim
O critério "proteína completa" é o mais generoso com os alimentos animais em todo o índice — e o próprio autor admite que é discutível. Funciona como um interruptor: 4 pontos para quem contém os nove aminoácidos essenciais, zero para quem não contém. Todas as dez proteínas animais receberam os 4 pontos. Entre as vegetais, apenas algumas — como o tofu — foram classificadas como completas; a maioria ficou com zero.
Macdonald reconhece a objeção óbvia: quem come fontes vegetais variadas ao longo do dia obtém os nove aminoácidos essenciais sem dificuldade alguma — é exatamente o que o arroz com feijão faz há séculos. Ainda assim, ele manteve a punição, por rigor com a pergunta que formulou.
O detalhe importa: mesmo carregando 4 pontos de desvantagem em um sistema de 40, a maioria das proteínas vegetais permaneceu à frente da maioria das animais. E o quintil superior continuou 100% vegetal.
E o preço?
Aqui o índice contraria de forma útil o senso comum dos dois lados do debate. Convertidos para o mesmo padrão — custo por 100 g de proteína, com preços coletados no Aldi, a rede mais barata do Reino Unido —, os quintis superior e inferior de acessibilidade contêm alimentos vegetais e animais. O produto mais barato de toda a amostra é vegetal: a lentilha. O mais caro também é vegetal: a quinoa.
A lição é que "comida vegetal é cara" e "comida vegetal é barata" são igualmente falsas como generalizações. O que existe são alimentos caros e baratos dentro de cada categoria — e as leguminosas estão sistematicamente entre as fontes de proteína mais baratas disponíveis a qualquer consumidor, em qualquer lugar.
O que ficou de fora — e por que isso importa
A parte mais reveladora do artigo não está nos resultados, mas na lista do que a primeira versão do índice não conseguiu medir. Porque tudo o que ficou de fora empurraria o resultado na mesma direção.
Bem-estar e ética animal não entram no BPI Score V1. Macdonald discute a ausência explicitamente e argumenta que incorporá-los, mesmo de forma modesta, ampliaria ainda mais a distância entre os dois grupos. Ele lembra que mais de 80 bilhões de animais terrestres são mortos por ano para produção de carne, a maioria em sistemas industriais, e que, em alguns setores da pecuária, o direito de circular livremente é incompatível com o próprio produto. Há no artigo uma descrição fria e metódica do ciclo da indústria de laticínios nos Estados Unidos: inseminação artificial, gestação, separação do bezerro logo após o nascimento, ordenha mecanizada sobre piso de concreto, nova inseminação, repetição do ciclo até a queda de produtividade — e então o abate.
Ele aponta ainda um dilema que raramente aparece no debate: a armadilha do espaço. Ampliar a área disponível melhora o bem-estar dos animais confinados — há cerca de 8,3 bilhões de galinhas poedeiras no mundo, número próximo ao da população humana, e a maioria vive em gaiolas menores que uma folha de papel A4. Mas ampliar a área de uma indústria que já é intensiva em recursos reduz o espaço da vida selvagem. A expansão de pastagens para gado é o principal motor do desmatamento na Amazônia. É um jogo em que alguém sempre perde: ou os animais de criação, ou os animais silvestres. A conclusão de Macdonald é dura — talvez a única forma justa de medir a ética na pecuária seja aplicar uma dedução linear a todo o setor.
Três riscos que ainda não têm nota no índice
- Resistência antimicrobiana. O uso rotineiro de antibióticos para promoção de crescimento e prevenção de doenças na pecuária é apontado como fator de pressão seletiva sobre bactérias — um problema de saúde pública global sem qualquer relação com o prato individual de quem consome.
- Risco de zoonoses. Alta densidade de animais confinados somada à baixa diversidade genética dos plantéis cria condições favoráveis à emergência e à circulação de patógenos com potencial de salto entre espécies.
- Classificação cancerígena. A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC/OMS) classifica a carne processada como cancerígena para humanos e a carne vermelha não processada como provavelmente cancerígena.
Há também o custo de oportunidade da terra, e é possivelmente o número mais impressionante de todo o artigo. Se a humanidade migrasse integralmente para proteínas vegetais, a área agrícola global cairia de mais de 4 bilhões para cerca de 1 bilhão de hectares. Se essa área liberada fosse devolvida à natureza, o sequestro potencial de carbono passaria de 500 bilhões de toneladas de CO₂. Para dimensionar: as emissões anuais de combustíveis fósseis do planeta inteiro somam menos de 40 bilhões de toneladas. Falamos de mais de uma década inteira de emissões fósseis globais — e isso sem contar a recuperação da biodiversidade, que sequer entra na conta.
Nossa escolha de proteína é um referendo sobre a compaixão que estamos dispostos a demonstrar. Chris Macdonald, Universidade de Cambridge
Onde o índice é frágil
Nenhuma análise séria de um trabalho científico pode parar nos resultados favoráveis. Macdonald dedica boa parte do texto a listar as limitações da própria criação, e essa autocrítica é o que separa um índice de uma peça publicitária.
A limitação mais séria é geográfica. Os preços vieram de uma única rede de supermercados britânica e a disponibilidade foi definida por um critério binário — o produto está ou não à venda no varejo do Reino Unido. O autor classifica esses dois indicadores como uma prova de conceito localizada, não um modelo globalmente generalizável. Subsídios agrícolas, tarifas de importação, desigualdade socioeconômica e desertos alimentares mudam radicalmente o custo relativo de cada alimento de país para país. Para o leitor brasileiro, isso é especialmente relevante: nossos preços relativos são outros.
O critério de disponibilidade, aliás, acabou redundante: todos os vinte itens receberam "sim". O autor o manteve porque será decisivo no futuro, quando proteínas de fermentação de precisão e carne cultivada saírem do laboratório para a prateleira.
A segunda limitação é a escala. A régua de cinco pontos achata os extremos. A carne bovina é tão discrepante em emissões que "zero ponto" não expressa o que ela realmente representa — receber a mesma nota mínima que um alimento dez vezes menos poluente distorce a leitura. Uma escala mais ampla está prevista para a V2, já em desenvolvimento, junto com dados regionais ponderados ou uma estrutura de paridade de poder de compra.
O que isso significa em uma cozinha brasileira
Um índice construído com preços do varejo britânico chega a uma conclusão que qualquer avó brasileira já sabia. Os feijões figuram no quintil superior do ranking geral, registram o menor teor de sódio de toda a amostra, praticamente não consomem água doce (0,07 L por 100 g de proteína), têm colesterol zero e ficam entre as fontes mais baratas de proteína do mundo.
A única desvantagem que o feijão carrega no BPI Score é o critério de proteína completa — precisamente o critério que o prato brasileiro resolve há séculos, sem esforço nem planejamento, ao colocar arroz do lado. A combinação que a nutrição chama de complementaridade de aminoácidos nós chamamos simplesmente de almoço.
Há uma ironia útil aí. Enquanto boa parte do debate sobre proteína sustentável se organiza em torno de produtos novos, caros e ultraprocessados, o alimento que o índice coroa é o tofu — inventado há dois mil anos — e o que aparece logo atrás é a leguminosa mais comum da mesa nacional. A transição proteica de que tanto se fala não exige, para a maioria das pessoas, comprar nada que já não esteja no armário.
O que fazer com uma nota
Macdonald é claro quanto ao objetivo: o BPI Score não pretende virar mais um selo de embalagem. A ambição é outra — construir letramento, a capacidade de enxergar o sistema inteiro por trás de um alimento em vez de reagir a um único indicador isolado, escolhido pela indústria justamente por ser o mais favorável.
É um objetivo modesto e ambicioso ao mesmo tempo. Modesto porque não promete mudar comportamento por si só — o próprio autor reconhece, citando pesquisas anteriores, que rótulos ambientais produzem resultados mistos e discretos sobre a decisão de compra. Ambicioso porque muda a pergunta. Não se trata mais de saber qual alimento tem mais proteína, e sim de saber quanto custa, ao corpo, ao território e aos outros seres, cada 100 gramas dela.
Para essa pergunta, com os dados desta primeira versão, a resposta já apareceu: as seis melhores respostas disponíveis são todas vegetais.
Perguntas frequentes sobre o BPI Score
Respostas diretas às dúvidas mais comuns sobre o índice e sobre o que ele mede.
Qual é a melhor fonte de proteína segundo o BPI Score?
O tofu. Ele terminou com 36 pontos de 40 possíveis e foi o único alimento a atingir a nota ambiental máxima, 16 de 16. As quatro primeiras colocações do índice são todas vegetais: tofu, semente de chia, feijões e quinoa. As dez proteínas vegetais avaliadas ficaram entre as doze primeiras posições.
O que é o BPI Score e como ele é calculado?
É um índice criado por Chris Macdonald, da Universidade de Cambridge, que reúne oito indicadores numa nota única de 0 a 40. O Planet Score vale 16 pontos e mede emissões de gases de efeito estufa, poluição da água, uso do solo e consumo de água doce. O People Score vale 24 pontos e mede sódio, gordura saturada, colesterol, proteína completa, preço e disponibilidade. Cada indicador é pontuado por quintis, de 0 a 4.
Por que a comparação é feita por 100 gramas de proteína?
Porque é a unidade mais justa para comparar fontes de proteína. Medir por 100 gramas de alimento favoreceria artificialmente produtos concentrados em proteína. Ao padronizar tudo por 100 gramas de proteína entregue, a pergunta passa a ser o que mais vem junto: quanto carbono, quanta terra, quanto sódio e quanto colesterol acompanham a mesma quantidade de nutriente.
Quantas vezes o tofu polui menos que a carne bovina?
Cerca de cem vezes menos, em duas métricas diferentes. Por 100 gramas de proteína, o tofu responde por aproximadamente 0,61 kg de CO₂ equivalente contra 64,19 kg da carne bovina — uma diferença de cerca de 105 vezes. No uso do solo, o tofu ocupa 2,16 m² contra 211,38 m² da carne bovina, cerca de 98 vezes mais.
Proteína vegetal é proteína incompleta? O arroz com feijão resolve?
O índice classifica como completa a fonte que contém sozinha os nove aminoácidos essenciais, e dá 4 pontos automáticos a todas as proteínas animais. O próprio autor reconhece a objeção: quem come fontes vegetais variadas ao longo do dia obtém todos os nove aminoácidos sem dificuldade — é exatamente o que o arroz com feijão faz. Mesmo carregando essa desvantagem de 4 pontos, o quintil superior do ranking permaneceu 100% vegetal.
Quais alimentos ficaram nas últimas posições?
O quintil inferior é composto exclusivamente por proteínas de origem animal: muçarela, cordeiro, carne bovina e cheddar. O cheddar fechou a lista com 13 pontos de 40, pouco mais de um terço da nota do tofu. Na metade ambiental, a carne bovina marcou apenas 1 ponto de 16.
Onde o estudo tem limitações?
Trata-se de um Perspective article, não de um ensaio clínico nem de uma revisão sistemática. Os preços vieram de uma única rede britânica, o Aldi, e a disponibilidade foi definida pelo varejo do Reino Unido — o próprio autor chama isso de prova de conceito localizada. A escala de cinco pontos também achata os extremos. Bem-estar animal, ética, resistência antimicrobiana e risco de zoonoses ficaram de fora da primeira versão.
O artigo original é de acesso aberto (licença CC BY) e pode ser lido na íntegra. Disponibilizamos o PDF completo para download.
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- Tipo de publicação: Perspective article — apresentação de um enquadramento conceitual. Não é ensaio clínico, revisão sistemática nem meta-análise.
- Amostra: 20 alimentos ricos em proteína (10 vegetais, 10 animais).
- Unidade de comparação: por 100 g de proteína.
- Fontes de dados: Clark et al. (2022, PNAS) para indicadores ambientais; base Nutritionix para nutrientes; site do supermercado Aldi (Reino Unido) para preços.
- Pontuação: quintis de 0 a 4 por indicador; máximo de 16 pontos no Planet Score e 24 no People Score.
- Financiamento: apoio aos custos de publicação concedido pelo Lucy Cavendish College, Universidade de Cambridge.
- Conflitos de interesse: nenhum declarado. O autor informa ser o fundador do Better Protein Institute, organização que nomeia o índice.
- Uso de IA generativa: declarado como não utilizado na elaboração do manuscrito.
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