A ciência sozinha consegue convencer alguém a parar de comer animais?
Para Carlos Naconecy, não. Munir-se apenas de fatos e lógica não fornece, de imediato, um motivo para agir em prol da vítima. “Saber o que é moralmente correto é uma coisa; ter a disposição para fazer o que é correto é outra.”
Ele afirma que o comportamento humano se fundamenta em convicções morais, simpatias, experiências de vida e visões de mundo. Toda essa bagagem tem alto teor intuitivo, e a ciência, sozinha, não consegue sacudir nossas intuições.
Para que alguém abrace o vegetarianismo ou o veganismo, seria preciso estabelecer uma ponte empática entre humano e animal, seguida de indignação moral diante da vítima. Sem essa atenção empática prévia, a pessoa não muda de comportamento baseando-se apenas em fatos objetivos e medições de laboratório.
Fonte: Carlos Naconecy: Os Pontos Cegos da Ética Animal, entrevista ao Guia Vegano (novembro de 2026).
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