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Se o boicote individual não muda o mercado, o que o vegano deve fazer?

Carlos Naconecy aponta duas rotas. Na esfera social, pode-se manter um enfoque consequencialista e transferir o peso do ativismo de consumo pessoal para o ativismo político: pressão coletiva, lobby legislativo, filantropia institucional e financiamento de tecnologias alternativas, como a carne cultivada. Ações de grande escala para alterar sistemas de grande escala.

Na esfera individual, a recomendação é abandonar a calculadora consequencialista e abraçar a ética das virtudes. Ser vegano ou vegetariano é adotar uma atitude pessoal zoo-respeitosa, independentemente do efeito sobre os gráficos do mercado. A pergunta passa a ser: “O que uma pessoa justa, virtuosa e compassiva faria no meu lugar?”.

Fonte: Carlos Naconecy: Os Pontos Cegos da Ética Animal, entrevista ao Guia Vegano (novembro de 2026).

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