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Por que cientistas que estudam o sofrimento animal continuam comendo carne?

Carlos Naconecy relata que, das dezenas de cientistas do “grupo de Cambridge” que conheceu, todos especialistas em sofrimento animal, não se lembra de ter encontrado um único vegetariano ou vegano.

Para ele, isso mostra que o saber científico é condição necessária, mas não suficiente, para forjar uma atitude moral. Muitos sofrem de apatia moral: reconhecem o valor da ética vegetariana, mas falta-lhes iniciativa ou desejo de colocá-la em prática. Além disso, os cientistas aprendem muito cedo a separar o intelectual do emocional.

Ele conta um exemplo: num congresso, o pesquisador Adroaldo Zanella mostrou o nível de estresse gerado quando um porquinho é separado prematuramente da mãe. Naconecy perguntou se disso decorria uma implicação ética para os consumidores de carne de porco. A resposta foi que ele não estava tratando de ética. Ponto final.

Fonte: Carlos Naconecy: Os Pontos Cegos da Ética Animal, entrevista ao Guia Vegano (novembro de 2026).

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