Por que tratar um pet como “criança peluda” é um problema ético?
Carlos Naconecy observa que, por serem intensamente socializados, os pets tornaram-se alvo de projeções antropomorfizantes, evidentes em roupas em miniatura e festas de aniversário. Muitos deixam de ser vistos como animais.
Sob a ética das virtudes, ele considera inapropriado ver um animal como uma “criança peluda” que precisa andar em carrinho de bebê ou usar roupinhas e perfumes. Isso desrespeita a animalidade do animal. Também é inadequado projetar nele o nosso pudor, que ele não possui.
O respeito, para ele, está em reconhecer o animal em sua verdadeira alteridade e em educá-lo para que possa se integrar socialmente, expressando seus instintos em momento e lugar adequados.
Fonte: Carlos Naconecy: Os Pontos Cegos da Ética Animal, entrevista ao Guia Vegano (novembro de 2026).
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